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Microsoft AI and Cloud Ecosystem Brasil 2026
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Estudo da TGT ISG aponta que qualidade de dados, segurança e conformidade estão entre os principais desafios para escalar agentes de IA
O avanço da Inteligência Artificial no ambiente corporativo amplia a demanda por soluções que aliem inovação, governança e retorno financeiro. De acordo com o ISG Provider Lens® Microsoft AI and Cloud Ecosystem 2026, estudo inédito da TGT ISG, esse cenário impulsiona novas oportunidades para o ecossistema Microsoft no Brasil, especialmente em áreas como nuvem, infraestrutura, governança de dados e conformidade.
O estudo aponta que, nos próximos 24 meses, o ecossistema Microsoft no país entra sob uma tensão produtiva em que a demanda empresarial por IA em escala é real e crescente, mas a capacidade de entrega com governança, conformidade local e ROI demonstrável ainda é escassa. Essa lacuna define tanto o risco central do mercado quanto sua principal oportunidade.
Globalmente, 77% das companhias planejam ampliar os investimentos em IA e 70% das solicitações de clientes já envolvem a tecnologia. Porém, a baixa qualidade dos dados e a falta de governança dificultam a adoção da IA agêntica e aumentam a demanda por parceiros capazes de estruturar essas bases com segurança. No Brasil, as organizações colocam a IA no topo das prioridades, seguida pela integração de sistemas críticos e por proteção de dados e cibersegurança.
“Modernizar sistemas é uma necessidade estratégica para a sobrevivência das empresas. No Brasil, a Reforma Tributária acelerou esse movimento ao exigir adaptações profundas em ERPs e sistemas fiscais, reduzindo o tempo de resposta das organizações. Ganha relevância sistema integrados, garantir conformidade e conduzir a transformação das plataformas de forma coordenada e segura”, afirma Cristiane Tarricone, distinguished analyst da TGT ISG e autora do estudo.
O relatório indica que, fornecedores líderes no ecossistema Microsoft no Brasil que estruturam práticas dedicadas de governança de IA, controle de dados e gestão de ciclo de vida de aplicações, saíram à frente. A consolidação de plataformas deixou de ser um movimento de eficiência para se tornar uma necessidade estrutural, com organizações substituindo cadeias de ferramentas fragmentadas por plataformas que combinam execução assistida por IA com governança.
Fornecedores que internalizaram essa lógica constroem Centros de Excelência junto aos clientes, implantam modelos de governança de Power Platform e definem arquiteturas de referência antes de escalar automação, diferenciando-se de empresas que ainda oferecem soluções pontuais, sem acompanhar todo o ciclo. “No Brasil, empresas que unem conhecimento técnico e domínio das regras fiscais locais ganham vantagem competitiva e se destacam de fornecedores globais”, afirma a autora.
O relatório avalia 51 fornecedores distintos em cinco quadrantes: Microsoft Productivity and Business Process Services — Large Market, Microsoft Productivity and Business Process Services — Mid Market, Azure Data Transformation and AI Services, Azure Managed Services — Large Market e Azure Managed Services — Mid Market.
O relatório aponta Accenture, Brasoftware, DXC Technology, Processor, TCS, Teltec Data e TIVIT como Líderes em três quadrantes cada. Indica BlueShift, Dedalus, Kyndryl, Lattine, SoftwareONE e T-Systems como Líderes em dois quadrantes cada. Best.Projects, BHS, Dataside, Ingram Micro, Kumulus, NTT DATA, Qualiserve e Stefanini são apontadas como Líderes em um quadrante cada.
Além disso, a Stefanini é reconhecida como Rising Star — uma empresa com um “portfólio promissor” e “alto potencial futuro”, segundo a definição da ISG — em dois quadrantes. AI/R, G&P, Minsait (Indra), NTT DATA, Pentare e Qualiserve são reconhecidas como Rising Stars em um quadrante cada.