ISG Provider Lens™
Public Sector Brasil 2026
Adquira este relatório
O Relatório ISG Provider Lens™ Public Sector Brasil 2026 está disponível somente para assinantes. Caso queira adquiri-lo separadamente, entre em contato conosco.
Dados indicam uma pressão crescente por eficiência, integração e resultados mensuráveis nas contratações de tecnologia pelo setor público;
Cenário coincide com a transformação estrutural do mercado de tecnologia e com o avanço da digitalização dos serviços públicos;
Análise da consultoria estratégica de TI identifica as principais prioridades para acelerar a modernização dos serviços públicos e melhorar o atendimento ao cidadão.
O mercado de tecnologia para o setor público passa por uma transformação significativa, impulsionada pela busca por eficiência e resultados mensuráveis. Segundo o estudo ISG Provider Lens™ Brasil – Public Sector 2026, produzido e distribuído pela TGT ISG, a transformação digital deverá avançar nos próximos 12 a 24 meses, apoiada pela consolidação da Lei nº 14.133/2021, pela ampliação dos serviços públicos digitais e pelo uso crescente de dados, computação em nuvem e inteligência artificial.
Segundo o levantamento, o desafio não é mais só digitalizar ou adotar uma nova tecnologia. Existe pressão por eficiência fiscal, redução de custos, produtividade e continuidade dos serviços para o cidadão. Dessa forma, a estrutura passa a ser orientada por resultados, combinando modernização de sistemas legados, integração de dados, automação e uma governança sólida. “O estudo aponta que o principal desafio do setor público será modernizar e integrar ambientes complexos sem comprometer a continuidade das operações, a segurança e a conformidade, garantindo as competências necessárias para sustentar essa transformação”, afirma Sonia Maria Castral, distinguished analyst da TGT ISG e autora do estudo.
Os órgãos convivem com sistemas legados, ambientes multicloud, dados fragmentados e muita exigência regulatória, o que aumenta a complexidade da transformação digital. No Brasil, o relatório aponta a necessidade de estratégias integradas para a contratação de serviços de outsourcing e soluções de tecnologia com uma visão que acompanhe todo o ciclo, desde a contratação até a implementação. “Inovação não significa acúmulo de tecnologias. Cloud, inteligência artificial, automação e cibersegurança, por si só, não garantem a transformação digital. A competitividade deverá ser cada vez mais na capacidade de integração: consultoria, plataforma, serviço e programas estruturados, com execução e resultado mensurável”, afirma a especialista.
Prioridades em serviços de TI no setor público
A evolução do ambiente regulatório, a pressão por maior eficiência fiscal e o avanço da transformação digital influenciam diretamente as decisões de contratação dos órgãos públicos brasileiros. Nesse cenário, além da capacidade técnica, os fornecedores serão avaliados pela experiência comprovada em ambientes regulados e pelo histórico de execução e integração de programas complexos de transformação. São essas as principais prioridades apontadas na lista de habilidades e competências na gestão de oferta em serviços no setor público:
Eficiência operacional e sustentabilidade fiscal: O governo federal e diversos governos estaduais avançam na adoção de computação em nuvem, inteligência artificial e plataformas digitais. No entanto, alguns municípios menores enfrentam restrições orçamentárias, limitações de infraestrutura digital. Iniciativas como o Conecta Gov.br e Dados.gov.br ampliam a interoperabilidade entre órgãos públicos, ao mesmo tempo que aumentam a necessidade de fortalecer a cibersegurança, a governança, a proteção de dados e a resiliência cibernética.
Automação orientada a resultados: os processos administrativos, o atendimento ao cidadão e as atividades analíticas tornam-se alavancas de modernização quando associados a indicadores claros de desempenho e à geração de benefícios operacionais.
Governança e conformidade: decisões de investimentos tendem a ser fortemente influenciadas pelas exigências da Lei no. 14.133/2021, da LGPD e de órgãos de controle. Rastreabilidade, auditoria e segurança da informação, soberania digital, proteção de dados e transparência se tornam itens obrigatórios em novas contratações;
Integração dos ambientes digitais: privilegiar plataformas capazes de integrar sistemas legados, ambientes multicloud e serviços digitais existentes, reduzindo customizações e facilitando evolução das soluções;
Evolução do comportamento de compra: a seleção deve priorizar resultados comprovados, experiência no setor público, gestão contratual, segurança cibernética, interoperabilidade e governança de dados. Competitividade e inovação também favorecem fornecedores capazes de desenvolver soluções colaborativamente, de acordo com as necessidades de cada órgão.
Diferenças entre esferas de governo: Embora compartilhem prioridades semelhantes, os órgãos públicos apresentam diferentes níveis de maturidade digital. Em termos gerais, o governo federal prioriza a integração de dados e a expansão de plataformas nacionais; os estados avançam na modernização e integração de sistemas legados; e muitos municípios, especialmente os de menor porte, concentram esforços na digitalização e melhoria dos serviços públicos. Esse cenário exige fornecedores capazes de adaptar soluções e modelos de entrega às necessidades, capacidades e prioridades de cada órgão.
Os fornecedores que atuam no setor público brasileiro continuam ampliando e diversificando seus portfólios para atender à crescente demanda por programas de transformação digital mais abrangentes, integrados e orientados por resultados.
Os fornecedores que atuam no setor público brasileiro continuam ampliando e diversificando seus portfólios para atender à crescente demanda por programas de transformação digital mais abrangentes, integrados e orientados por resultados.
À medida que os órgãos públicos aceleram a modernização de seus ambientes tecnológicos, estudo da TGT ISG observa uma evolução das ofertas tradicionais para modelos capazes de combinar consultoria estratégica, modernização de aplicações, serviços gerenciados, automação, computação em nuvem, engenharia de dados, cibersegurança e operação contínua.
“Em 2026, os líderes do setor público enfrentam o desafio de aprimorar a gestão orçamentária, demonstrar resultados e atender à crescente demanda por serviços mais simples, ágeis e eficientes. Nesse cenário, a tecnologia deixa de ser apenas um diferencial e se consolida como recurso estratégico para transformar a inovação em resultados concretos e melhorar o atendimento ao cidadão.” Conclui Sonia M. Castral.
O relatório avalia 28 fornecedores em quatro quadrantes: Strategy and Enablement Services (Consulting), Managed IT Services, Business Process and Other Outsourcing Services e Digital Transformation and Modernization Services.
Aponta a Accenture, a Minsait, a Stefanini e a TIVIT como Líderes em todos os quatro quadrantes. Aponta a Capgemini e a IBM como Líderes em três quadrantes cada. A Deloitte, a NTT DATA e a Sonda são apontadas como Líderes em dois quadrantes cada, e a TOTVS Consulting é apontada como Líder em um quadrante.
Além disso, a G4F, a Spassu e a Xertica.ai são reconhecidas como Rising Stars — empresas com um “portfólio promissor” e “alto potencial futuro”, segundo a definição da ISG — em um quadrante cada.